sexta-feira, 25 de março de 2016
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Dom Francisco Biasin toma posse da diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda
Segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Cerca de 20 mil pessoas acolheram neste domingo, 28, o novo bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda, dom Francisco Biasin. Participaram ainda 20 bispos, centenas de padres, religiosos, autoridades municipais, estaduais e federais.
O bispo emérito, dom João Maria Messi, apresentou dom Francisco à assembleia destacando a necessidade e importância do pastor conforme Jesus, o mestre, que dá a vida por suas ovelhas.
O arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, cumprimentou dom João e acolheu dom Francisco, lembrando da comunhão episcopal. O núncio apostólico no Brasil, dom Lourenzo Baldisseri, ressaltou as qualidades de dom Francisco, seu pastoreio e experiência acumulada na diocese de Pesqueira (PE) e a nova missão confiada na nova diocese.
O báculo episcopal foi passado a dom Francisco, por dom Orani. Na homilia, dom Francisco agradeceu ao Senhor pelo chamado e os desafios do futuro. “Obrigado ao povo de Pesqueira (PE) que não quis chamar de despedida minha transferência para Volta Redonda, mas de Envio. Espero poder contar com todos para continuar a missão do Pai”, disse ressaltando e lembrando com emoção a trajetória de dom Waldyr Calheiros, na época da Ditadura Militar.
Para dom João Maria Messi, a chegada do novo bispo representa uma revitalização natural da Igreja. “Nós fazemos parte como bispos, fiéis e povo de Deus de uma Igreja que se revitaliza constantemente nas suas estruturas e pessoas, e o fato do bispo ter que deixar espaço para outro bispo é algo normal, porque realmente existe a continuidade visível do ministério do bispo e da hierarquia, que deve sempre se renovar, embora até sentimos a mudança, mas faz parte da revitalização! Agradeço ao Senhor por dar-me oportunidade de servi-lo nesta diocese, vou continuar servindo de uma outra maneira na fidelidade”, declarou.
De acordo com dom Orani a sucessão é uma visão importante da Igreja que só traz benefícios. Ele valorizou a chegada do novo bispo, bem como sua experiência anterior de Pesqueira (PE) que será muito rica para a nova missão em Volta Redonda. “É sempre um momento de fé e esperança, de poder ver a sucessão apostólica naturalmente respaldada pelo trabalho que dom João fez até hoje e agora dom Francisco vem continuar. Essa apostolocidade nos garante a continuidade, e isto é o lado belíssimo da Igreja Católica, o de poder suceder. Dom Francisco chega com a experiência do Nordeste e que certamente vai ajudar avançar o Regional Leste 1, na importante tarefa de evangelizar”.
Também cumprimentou dom Francisco, o bispo emérito de Barra do Piraí-Volta Redonda, dom Waldyr Calheiros. “Já conheço dom Francisco e trabalhamos juntos por 10 anos, ele é uma benção e sua transferência para Volta Redonda confirma e coroa a missão. Acredito que é um homem bem indicado para a Igreja da qual é confiada”, disse o bispo.
“Sinto-me feliz pela recepção calorosa e se o começo da caminhada for assim, percebo que será uma trajetória bonita cheia de alegrias, enfrentando as dificuldades do dia-a-dia em conjunto com todos os padres, leigos e leigas”, declarou dom Francisco.
Postado por Blog da CNBB às 09:06
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Ser o mesmo no 'palco' e na vida
Olá! Mais uma vez vamos refletir sobre algo importante para nosso ministério: "Quem sou eu quando estou ministrando música?"

O Senhor, para o qual trabalhamos, nos conhece perfeitamente, e já sabemos também que os principais necessitados do nosso ministério e da realização do nosso ministério somos nós mesmos. Tendo em vista que o Senhor nos conhece, precisamos tirar as máscaras que trazemos diante d'Ele. Devemos nos Apresentar diante de Jesus como somos, posso até usar a expressão nus, desnudos, pois, como Jesus diz no Evangelho “Mas vem à hora, e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade, e são esses adoradores que o Pai deseja.” (João 4,23). E como afirma monsenhor Jonas: "Adorar em espírito e em verdade é adorar Jesus com a nossa vida, como estamos e como somos."
Isso é belíssimo, a liberdade que o Senhor nos dá de sermos realmente o que somos. Mas isso não pode gerar em nós uma comodidade nem podemos pensar: "Já que o Senhor me aceita como sou, então está tudo bem".
Precisamos começar um processo de conversão; para alguns a conversão é um processo duro, bem mais difícil, para outros é um processo já mais fácil; mas para todos requer muita dedicação, muito suor e até lágrimas.

Ser de Deus não é fácil, ser músico de Deus é muito mais difícil ainda, mas não devemos desanimar porque o Senhor sabe de todas as nossas qualidades e se nos chamou sabe que podemos ir à frente abrindo caminho para Sua graça acontecer na vida das pessoas.
Como está escrito: "São os violentos que conquistam o céu” (Mt 11, 12). Hoje o Senhor nos convida a sermos violentos na oração, violentos contra as tendências mundanas, violentos no amor, violentos no perdão, violentos contra o orgulho, contra a vaidade, violentos na obediência. Violentos em estudarmos para sempre dar o melhor de nós ao Nosso Senhor e, consequentemente, cada vez mais abrimos caminho para os corações encontrarem Deus, principalmente o nosso coração.
Quando perguntei: "Quem sou quando estou ministrando música?", quis dizer: Venho para o meu trabalho ministerial como sou e como estou e lutando contra minhas tendências humanas pecadoras, para ser melhor e assim deixar Deus agir em mim? Ou venho de forma que quando chego ao local do meu trabalho ministerial eu me transformo no “santo”, no “orante”, no “verdadeiro amor e perdão”, escondendo de mim mesmo a verdade, a minha verdade? Quando ministramos música não estamos representando ninguém.
Deus sabe de todas as nossas lutas, por isso precisamos ir ao Senhor sempre como pessoas que já começaram a trilhar esse caminho de conversão, pessoas que estão lutando, pessoas que caem, mas após cada queda se levantam por graça d'Ele e procuram a reconciliação com o Senhor e começam a caminhar de novo.
O demônio também sabe de todo o esforço que fazemos para sermos músicos cada dia mais de Deus, e conhecendo bem as limitações de um músico, ele sempre vai atacar nas nossas fraquezas, sempre vai querer nos pegar desprevenidos, sempre vai nos propor barreiras aparentemente impossíveis de ser transpostas. Mas como diz São Paulo: “Nenhuma prova é maior do que podemos suportar”. Precisamos enfrentar com garra, sabendo que quem nos chamou para estar aqui é maior do que nós mesmos, do que as nossas fraquezas e tendências humanas.
Postado por André W. Florencio - Missionário da Comunidade Canção Nova
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